sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Fórum de Rua Democracia e Liberdade de Expressão - contra a criminalização dos movimentos sociais

Movimentos populares realizam ato em defesa da liberdade de expressão em São Paulo confirme sua presença

Manifestação acontece nesta 2a, às 10h30, e será um contraponto irreverente ao 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium num hotel de luxo na capital paulista. Protesto também será contra a criminalização dos movimentos sociais.


De forma irreverente, divertida e muito crítica, movimentos populares e organizações da sociedade civil que lutam pela democratização da mídia realizarão, na próxima segunda-feira (01/03), às 10h30, um ato em frente ao hotel Golden Tulip, em São Paulo, em defesa da liberdade de expressão para todos e todas. No mesmo horário, acontecerá, num auditório do hotel, o 1º Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, organizado pelo Instituto Millenium, formado por banqueiros, industriais e donos dos grandes meios de comunicação do país, para analisar "os problemas causados pela restrição a esse direito fundamental para a construção e o fortalecimento do Estado de Direito e a importância da criação de mecanismos que impeçam sua violação". O ingresso para participar do evento do Instituto Millenium custa R$ 500,00.

Já o "Fórum de Rua Democracia e Liberdade de Expressão - Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais" será de graça, na rua. O objetivo é convidar a população de São Paulo a debater o tema e afirmar a liberdade de expressão como um direito de todos, e não apenas dos detentores de veículos de comunicação. A sociedade brasileira como um todo exerce seu direito à comunicação? Há uma pluralidade e diversidade de idéias e pontos de vista na grande mídia? Questões como essas estarão em discussão num púlpito aberto a quem quiser se manifestar.

A manifestação dá continuidade à mobilização da sociedade civil por uma mídia mais plural e democrática após a realização da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que aconteceu em dezembro, em Brasília. A Confecom aprovou uma série de resoluções acerca da promoção da diversidade e contra a concentração da propriedade dos meios de comunicação, mas as empresas que agora apóiam o evento do Instituto Millenium se recusaram a participar do debate público, convocado pelo governo federal, que envolveu mais de 20 mil pessoas em todo o país.

Na avaliação dos organizadores do Fórum de Rua, o seminário restrito que essas empresas agora realizam em São Paulo demonstra, mais uma vez, que os donos da mídia brasileira não estão abertos a discutir este tema fundamental com seus próprios leitores, ouvintes e telespectadores. Ao mesmo tempo, rotulam de censura qualquer tentativa de regulação dos meios de comunicação, colocando-as como ameaças à sua liberdade de expressão. O Fórum de Rua pretende mostrar os outros lados deste debate, que sequer chegam à população em geral por serem cerceados pelos grandes meios de comunicação.

Além das entidades e movimentos organizadores, a manifestação contará com a presença de artistas de rua, blogueiros, ativistas e parlamentares.

Serviço: Fórum de Rua Democracia e Liberdade de Expressão - Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais

1º de março, às 10h30
Em frente ao Hotel Golden Tulip (Alameda Santos, 85 - Jardins)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A cultura é destaque na 9ª edição do cinejornal, da TV CUCA.

Um olhar a partir do que está no centro da cultura, e que revela que no universo da cultura o centro está em toda parte. Um ritmo que obedece o compasso da ciranda, em que cada passo segue à sua maneira, porém, todos caminham na mesma direção. Assim, o CUCA desvela o sentido de compreender-se como um elemento de uma imensa diversidade, e apresenta a cultura em primeiro plano, no cinejornal 9.


A busca por "falar sem falar" ressoa a narrativa constituída pelo diálogo franco existente entre os atores que estão dentro da universidade, e fora dela. O que eles têm em comum? Ambos estão chamando pra si a responsabilidade de promover mudanças.

Desde que surgiu o Pontos de Cultura, o CUCA vem aprofundando sua relação com um Brasil que a cada dia se desesconde e se redescobre. É um contato constante com infinitas diferenças, e reconhecer o diferente, é a forma de fortalecer a identidade do Brasil de hoje.

Os personagens do cinejornal 9 são os protagonistas do século 21. Os que interpretam, dão luz ao caminho dos que seguirão no futuro, e os que reinterpretam, refletem a luz dos que resplandeceram no passado. Assista ao cinejornal 9.

Local da 7ª Bienal será definido nas próximas semanas

Durante encontro com o governador do Ceará, Cid Gomes, o presidente da UNE, Augusto Chagas apresentou a minuta da 7ª Bienal de arte, Ciência e Cultura da UNE que deverá acontecer entre janeiro e fevereiro do próximo ano. Destaque ainda para as presenças do diretor de cultura e coordenador geral do CUCA da UNE, Fellipe Redó , o diretor de finanças da entidade, Harlen Oliveira, além outras lideranças estudantis e parlamentares cearenses.


A minuta apresentada ao governador possui o histórico das outras edições da bienal. Nela esta contida a síntese dos últimos 10 anos de experiências de bienais da UNE. A última aconteceu em Salvador e serve de reflexão para nossa próxima edição. "A Bienal da UNE em Salvador conseguiu cumprir um ciclo de 10 anos de bienais. A partir dela pudemos avaliar a função que tem cumprido um festival desse tipo, bem como quais nossos novos desafios para as bienais daqui para frente", afirma Fellipe Redó. "Penso que as bienais devem se consolidar como um espaço cada vez mais qualificado de apresentação das mostras estudantis, um debate sincero com os estudantes e os principais agentes e pensadores da cultura do país". Para Redó, o desafio maior será chegar num grau qualitativo para apresentação das mostras e recepção dos estudantes desse encontro.

Diante do deputado federal Chico Lopes e do senador Inácio Arruda, foi ressaltado o potencial aglutinador e inovador que um evento desse porte pode trazer para o estado. Essa opinião faz parte de uma critica da UNE, pois boa parte das ações culturais contempladas pelas leis de incentivo à cultura, por exemplo, são concentradas apenas no sudeste. “A UNE dialoga com todo o Brasil e provamos o que está escrito”, concluiu.

Augusto Chagas lemb
rou que os critérios de escolha a cidade sede da Bienal são: suas condições de infraestrutura para receber um evento desse porte (são esperados 10 mil estudantes de todo o Brasil), seu potencial de captação local, seu potencial de articulação institucional, e relação ao conteúdo e tema proposto. "O governador foi muito solicito. Saí muito animado com as condições apresentadas pelo Ceará", disse Chagas.

A data e local da 7ª Bienal de arte, Ciência e Cultura da UNE serão definidos na próxima reunião da diretoria da UNE, que será realizada nas próximas semanas.

Fonte: Coordenação geral do Cuca da UNE.

Governo paulista descumpre regimento

Leonardo Duarte ficou sabendo sobre falta de custeio através de e-mail. Foto: Amanda Perobelli

Diferente do que diz o regimento interno da 2ª CNC (Conferência Nacional de Cultura), que indica que todo Estado interessado em integrar a CNC deverá custear a ida dos delegados eleitos para o encontro, o governo do Estado de São Paulo não pretende pagar o transporte até Brasília. A Conferência é uma iniciativa do MinC (Ministério da Cultura) e reunirá sociedade civil e gestores públicos para discussões sobre propostas de políticas públicas de 10 a 14 de março.

Apesar de ter realizado a Conferência Estadual em outubro, a decisão do Estado de não colaborar integralmente com a CNC já era de conhecimento de alguns delegados, como é o caso do fotógrafo de São Bernardo Leonardo Duarte, delegado eleito para representar a sociedade civil da região metropolitana de São Paulo. “Fiquei sabendo que o Estado não custearia nossas passagens através de uma lista de e-mail da qual participo”, contou.

Para o facilitador paulista da 2ª CNC, que representa o Ministério da Cultura, Moacir José da Rocha Simplício, a decisão vai contra o regimento interno e terá de ser questionada. “Caso isso ocorra, os municípios terão que se reunir antes de março e teremos que cobrar deles”, explicou. De acordo com o artigo 29° do regimento, é de responsabilidade dos Governos Estaduais “o deslocamento de delegados até o local de realização da Plenária da II Conferência Nacional de Cultura”.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Cultura confirma a falta de interesse em pagar a ida dos delegados de São Paulo, dizendo que a participação do Governo Estadual na CNC se limita a organização e realização da Conferência Estadual e da eleição dos seus representantes, e que caberia a cada um arcar com suas despesas.

O ABCD tem dois representantes eleitos para acompanhar a 2ª CNC. Além de Duarte, o secretário adjunto de Cultura de São Bernardo, Neto de Oliveira, também participará como delegado do poder público.

Para Duarte, a informação talvez não chegue a tempo para que todos os eleitos possam ir. “A Prefeitura de São Bernardo está disposta a custear isso, mas nem todos têm um governo progressista e sensível às questões culturais”, argumentou Duarte.

“Se o Estado nega a legitimidade do regimento interno, ele também nega o governador como representante do Estado, porque a eleição aconteceu em processo semelhante e constitucional”, finaliza. Mesmo com os problemas, Duarte garante que haverá organização para que todos possam ir, mesmo sem ainda saber como.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Juca Ferreira

O Globo - RJ, Opinião, em 12/02/2010


O Ministério da Cultura vem promovendo nestes últimos sete anos um importante debate público sobre a ampliação de recursos e novos mecanismos que garantam o incentivo e o financiamento à altura da grandeza e da diversidade da cultura brasileira. Considerando que 80% do que o MinC atualmente repassa para apoiar a produção cultural vão através do mecanismo da renúncia fiscal, uma parte importante deste debate é sobre a Lei Rouanet, suas distorções e insuficiências acumuladas nestes 19 anos de existência.

Os números da concentração são tão graves que seria uma covardia da nossa parte e um desrespeito com o povo brasileiro e com os que criam e produzem cultura nos quatro cantos do Brasil se nós não tivéssemos sido firmes e determinados em apontar a necessidade de aprimoramento, mesmo tendo que enfrentar os que se beneficiam do dinheiro público de forma privilegiada… Nesse cenário de maturidade democrática, de fortalecimento da crítica e do diálogo, espanta a forma como O Globo, em sua coluna Opinião (7/2/2010), tratou o tema. O editorial chama de “êxito” o resultado de uma lei que estimula a distribuição de dinheiro público sem critérios e desestimula o investimento privado. Em 18 anos de Lei Rouanet, só 5% foram dinheiro privado e apenas 3% dos proponentes - quase sempre os mesmos - tiveram acesso a mais da metade do dinheiro gerado pela lei. Apesar de ser uma lei federal, ela pretere 25 das 27 unidades da federação. Em torno de 80% desse dinheiro ficam em dois estados e, dos cerca de seis mil artistas que recebem o crédito do MinC e que buscam apoio de algum departamento de marketing, só 20% conseguem.

Quase sempre os mesmos. Logo, o argumento de que não se deve mexer na lei porque ela é boa para o país é falacioso e a manutenção da atual só é positivo para as poucas organizações que compõem esses 3% dos que conhecem o caminho das pedras que leva ao “sim” dos departamentos de marketing. Podemos ter uma lei muito melhor, ao acesso de todos os artistas produtores e organizações culturais de todo o país, como parte do esforço do atual governo de dotar a cultura brasileira de reconhecimento, peso político, recursos e políticas estruturadas. Onde o jornal vê intervencionismo estatal, nós praticamos o fortalecimento do protagonismo da sociedade civil e a ampliação do acesso a um recurso que antes era destinado a poucos.

Em vez da velha mistificação que nos lembra os anos de autoritarismo, sugiro que apontem no texto do projeto de lei onde esse dirigismo se manifesta. É muito mais produtivo participar do debate do que tentar inviabilizá-lo. A iniciativa privada foi, é, e continuará sendo nossa parceira na promoção da cultura no país. Há empresários que atuam no setor de modo louvável.

O que se espera de uma jornal efetivamente comprometido com a sociedade brasileira é que, em nome da grandeza cultural brasileira, coloque em segundo plano seus interesses como captador de recursos da Lei Rouanet. O Globo poderá prestar um grande serviço à cultura brasileira, na medida em que, como órgão de comunicação respeitável e prestigiado, participar do debate com a transparência e o respeito que o país merece.

Juca Ferreira
Ministro de Estado da Cultura (por e-mail, 11/2), Brasília, DF

NOTA DA REDAÇÃO: No debate de quase um ano sobre as propostas do ministros de uma nova Lei Rouanet, O Globo não tem sido o único a apontar o vício dirigista embutido no projeto do MinC. O mesmo vício que contaminara a ideia da Ancinav, também do ministério, engavetada pelo governo diante das críticas à intenção da Pasta, à época sob o comando de Gilberto Gil, de intervir na produção audiovisual do país. É verdade que os recursos aplicados via Lei Rouanet são públicos, mas eles advêm de impostos cobrados ao contribuinte. Se a nova lei retirar dele o poder de escolha do que apoiar, e transferi-lo à burocracia estatal, que se arroga representante da “sociedade civil”, quem gera renda e recolhe imposto preferirá pagá-lo efetivamente, sem se valer do incentivo. E assim a cultura perderá apoio financeiro. Em tempo: a redação do Globo não se vale da Lei Rouanet; seu interesse, no caso, é evitar a manipulação de recursos públicos por culturocratas a serviço da fisiologia ideológica e do compadrio político.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

3º MIAU

O MIAU - Mostra Independente do Audiovisual Universitário é espaço garantido de exibição e discussão de filmes e vídeos em curta-metragem realizados por universitários brasileiros, sem distinção de bitolas, e que se destaquem pela ousadia e criatividade na utilização das linguagens cinematográficas.

O festival acontece de 5 a 9 de maio de 2010, no Cine Goiânia Ouro, em Goiânia/GO, e se apresenta como um evento que contribui para o enriquecimento do cenário cultural goianiense, e promove o cinema universitário nacional trazendo o que ele oferece de mais inovador e criativo a cada edição.

A terceira edição do MIAU conta com apoio institucional da Prefeitura de Goiânia, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, e realização da Estação Filmes.

Dessa maneira, traça um panorama amplo das identidades plurais das produções universitárias, oportuniza o diálogo entre jovens realizadores e constitui uma esfera pública contínua de debates sobre a realização de curtas comprometidos com a experimentação de formas e conteúdos.
Faça sua inscrição

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Hip Hop Lápis

O segundo livro da série produzida pelo Ponto de Cultura Hip-Hop a Lápis. A diversidade de temas e abordagens dos 60 autores de todos os cantos, cores e escolaridades mas com uma coisa em comum, a paixão pelo hip-hop e pela literatura. Os rappers, nomes conhecidos, os pesquisadores, os leitores, os fãs, todos juntos e misturados.

Uma leitura única, direta com linguagem de moleque e profundidade de intelectual. Falam de ruas, drogas, sexo, violência policial e doméstica... enfim. Falam da vida oprimida pelo melhor ângulo.

O livro é ilustrado pelo graffiteiro Thiago Vaz, com prefácio de Célio Turino (MinC), apresentado por Aliado G e Sérgio Vaz. São 80 textos distribuido em 14 capítulos organizado por Toni C.
A públicação é inovadora em extrair crônicas da internet (www.vermelho.org.br/hiphop), agora tem mais uma novidade. A seleção dos autores é apresentada diáriamente um a um pelo twitter, a história escrita a lápis é contada por quem vem de baixo, seu protagonista. (twitter/hiphop_a_lapis)


O lançamento

“Não deixe o rap morrer, não deixe o rap acabar, o morro foi feito de rap, de rap pra gente cantar.” Foi assim parafraseando o samba, que o Face da Morte e o incansável Aliado G iniciaram o show, levantando mais uma vez a idéia pregada no 3º Encontro Nacional de Hip Hop organizado, disseminado e suado pela Nação Hip Hop Brasil, ali representada pelos diversos estado presentes.
Os mais de mil manos e minas que passaram pelo evento com certeza levaram para casa uma idéia na mente e uma certeza no coração, Hip Hop é mais que o B. Boy dançar, mais que o Grafitteiro pintar, mais que o MC rimar e mais que o DJ riscar. Hip Hop precisa fazer parte de todos os espaços, precisamos ter Hip Hop na política, para lembrar do povo da periferia, necessitamos ter gente nossa com olho de Tandera, prestando atenção na segurança pública, impedindo que nossos irmãos sejam mortos por polícia racista e preconceituosa, e principalmente precisamos estar dentro das salas de aula, com livros na mão, fazendo a revolução.
A literatura foi definida pelo radiaslista Nuno Mendes como o 5º elemento do Hip Hop, foi nesse clima que o livro Hip Hop a lápis II, A literatura do oprimido foi lançado. Na ocasião Douglas do Realidade Cruel, um dos 60 autores do livro lembrou de dois parceiros, Eduardo do Facção Central e Dexter que também tomaram a literatura como 5º elemento e logo lançarão seus livros.
fonte Ponto de Cultura Hip Hop a Lápis

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O Mistério do Samba

O Mistério do Samba é um longa que retrata o cotidiano e as histórias da Velha Guarda da Portela - grupo de veteranos sambistas de uma das mais tradicional escolas de samba do Rio de Janeiro - e a pesquisa que a cantora Marisa Monte realizou recuperando composições dos anos de 40 e 50 ainda gravadas. A poesia, a musicalidade e a intimidade desses senhores e senhoras são desvendadas por meio do cotidiano simples de um pequeno bairro da zona oeste da zona norte do Rio, Oswaldo Cruz.

O que faz desse pacato bairro, o berço dos poetas e cantores que seguem inspirando gerações da MPB? A câmera leva o público a percorer as ruas, freqüentar as casas, as festas populares e as cantorias de Oswaldo Cruz. E ainda acompanha a Velha Guarda em rodas de samba . Imagens históricas revelam preciosidade até não desconhecidas, como entrevistas inéditas de sambistas que faleceram durante as filmagens e canções que só existiam na memória das pessoas.


Cineclube Quilombinho


O Cineclube Quilombinho é um projeto cultural de exibição de filmes e documentários alternativos, nacionais e internacionais, que tratam de temas relacionados à identidade étnico-racial e cultura afro-brasileira, incentivando o cumprimento da Lei 10.639/03 de obrigatoriedade do ensino e educação das relações étnico-raciais e de História e Cultura Afro-brasileira e Africana em todos os níveis de formação básica pública e privada..

Os filmes são escolhidos previamente por uma equipe do Centro Cultural Quilombinho e após cada exibição ocorre um debate promovido por algum (a) especialista convidado (a). O público alvo são grupos de estudantes oriundos de escolas públicas, interessados pela arte do cinema, bem como de temas referentes à cultura afro.

As exibições são gratuitas e ocorrem mensalmente toda segunda quinta-feira do mês com início às 19h30 na sede do Centro Cultural Quilombinho à rua Caramuru, 203 - Vila Leão em Sorocaba (próximo ao pátio do Feirão de Automóveis do bairro Mangal.). 60 lugares.

Maiores informações (15) 3018-8090
ou pelo e-mail cineclubequilombinho@gmail.com

Escola Internacional de cinema e TV de Cuba

A Coordenação dos Exames de seleção para a EICTV no Brasil comunica a todos que estarão abertas até o dia 10 de março as inscrições para o Processo Seletivo 2010 / 2013. As provas serão aplicadas nos dias 12 e 13 de março, em cinco cidades: Belo Horizonte / MG, Recife / PE, Florianópolis / SC, Campo Grande / MS e Belém / PA.

Serão oferecidas sete especializações - Direção, Produção, Roteiro, Fotografia, Som, Documentário e Edição. Cada candidato deverá optar por uma destas especializações.

Do Brasil, serão selecionados de quatro a seis candidatos que irão fazer parte de um grupo de 40 estudantes de todo o mundo, principalmente da América Latina. O curso tem duração de 3 anos. O início está previsto para setembro de 2010 e término em julho de 2013.

Condições e documentos exigidos

Os documentos e materiais serão entregues no dia 12/03, antes dos exames escritos.

1) Nacionalidade brasileira.

2) Ter Idade entre 22 e 29 anos (nascidos entre 1980 e 1988).

3) Preencher e enviar por e-mail a ficha de inscrição para a comissão do local onde fará a prova (O candidato deve levar uma cópia impressa, no dia da prova).

4) Apresentar Certificados legais de estudos que demonstrem que concluiu dois anos de estudos superiores sistemáticos, técnicos ou universitários em qualquer carreira. (Apresentar os Títulos ou Diplomas em fotocópias legais).

5) Responder a duas provas escritas, sendo uma de conhecimentos gerais sobre aspectos culturais e outra da área específica, eleita pelo candidato. Os aprovados passarão também por uma entrevista oral.

6) Apresentar seu currículo impresso.

7) Apresentar Carta de motivação, com não menos que 3 laudas, que justifique seu interesse em estudar cinema. No caso de este texto estar escrito em português, o candidato deve apresentar uma cópia em espanhol.

8) Apresentar um Auto-retrato do candidato, em qualquer suporte, técnica ou formato.

9) Apresentar um Arquivo pessoal (de materiais em cine, vídeo, foto fixa, música, artes gráficas, literatura, teatro, imprensa, etc.) em cuja elaboração haja participado ou desempenhado um papel significativo e criativo, e que seu nome figure nos créditos da mesma.

11) Pagar a taxa de inscrição de 50 reais (o pagamento deve ser efetuado em dinheiro, no dia da prova).

12) Entregar seis fotos, tamanho 10x10cm. Uma das fotos deverá ser afixada no local apropriado da ficha de inscrição.

13) Certificado médico de aptidão física e mental.


Processo de seleção

Cada candidato responderá à 2 provas escritas: uma prova de conhecimentos gerais e uma prova correspondente à especialização que escolheu. Os candidatos aprovados nas provas escritas serão entrevistados no dia seguinte pela comissão julgadora, que realiza uma pré-seleção indicando os melhores candidatos em cada especialização. Caso haja necessidade, algumas entrevistas serão realizadas no domingo, dia 14 de março. Os candidatos que tenham vindo de outras cidades terão prioridade, na ordem das entrevistas. O Conselho Docente da EICTV, sediado em Cuba, faz a seleção final. Os nomes dos candidatos selecionados devem ser anunciados na segunda quinzena de junho.


As provas escritas acontecem a partir das 8 h da manhã, do dia 12 de março.

Matrícula


A matrícula para os três anos tem um custo de cinco mil euros por ano. Forma de pagamento: à vista (em setembro) ou em duas parcelas (setembro e janeiro). Alunos brasileiros pagarão parte do valor, sendo que o restante será subsidiado pelo Ministério da Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual.

Os estudantes que ingressam no curso regular têm direito a hospedagem em quartos individuais, alimentação, transporte entre Havana e San Antonio de los Baños, assistência médica primária e de emergência, material escolar e produção integral dos trabalhos em cinema e vídeo.

Informações e inscrições

As fichas de inscrição estão disponíveis nos sites de Cuba-cursos, a Associação Curta Minas, daPágina 21, do Instituto Selvino Caramori, e dos blogs da Associação de Cinema e Vídeo-MS e daAssociação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas.

Após o preenchimento, favor enviar por e-mail a ficha de inscrição para a sede onde você pretende realizar os exames.

Belo Horizonte / MG eictvbh@yahoo.com.br
CRAV (31) 3277-4879 / Curta Minas (31) 3201-9665

Recife / PE eictv@pagina21.com.br
Página 21 (81) 3421 7180

Florianópolis / SC eictv@instselvinocaramori.org.br
Instituto Selvino Caramori (49) 3567-0011

Campo Grande / MS candal.abdms@gmail.com
ACV-MS (67) 3306-8069 / (67) 9608-7066 (Cândido)

Belém / PAeictvpara@gmail.com
MIS / PA (91) 4009-8817 / (91) 9143-5111 (Afonso Gallindo)


Mais informações sobre a Escola em português no site de Cuba-cursos

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Escuela Internacional de Cine y Televisión de San Antonio de los Baños


Diretor Geral


Tanya Valette (República Dominicana)

Diretor Docente

Jerónimo Labrada (Cuba)

Coordenadora Acadêmica

Maria Julia Grillo (Cuba) www.eictv.org

Coordenação Seleção EICTV 2010 – Brasil

Geral


Guigo Pádua eictvbh@yahoo.com.br / (31) 9635-1026

Belém

Afonso Galindo (ABD e C/PA)

Belo Horizonte

Guigo Pádua(Associação Curta Minas - ABD/MG)

Campo Grande

Cândido Alberto Fonseca (ABD/MS)

Florianópolis


Caroline Marins (Instituto Selvino Caramori)


Recife

Amaro Filho (Página 21)


Nordeste

O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou nesta quarta-feira, 3 de fevereiro, a lista dos selecionados no Concurso Público Prêmio Culturas Populares 2009 - Edição Mestra Dona Isabel, no Diário Oficial da União (Seção 3 págs. 10 a 13).

A premiação contemplará 195 representantes das culturas populares brasileiras, entres mestres e representantes de grupos/comunidades informais e formais, com um investimentos de cerca de R$ 2 milhões.

A artesã ceramista do Vale do Jequitinhonha, Dona Isabel Mendes da Cunha, é a grande homenageada desta edição. No total, foram inscritos 2.833 projetos; e habilitados 2.308. As iniciativas vieram de todo o país: 51% da Região Nordeste; 30% do Sudeste; 8% do Sul; 7% do Norte e 4% do Centro-Oeste.

Em relação às categorias, 1.159 projetos foram de Mestres; 872 de integrantes de Grupos/Comunidades Informais e 277 de integrantes de Grupos/Comunidades Formais.


Confira Lista

Alagoas
José Leonídio da Silva (Zé da Pocilga)
Juvêncio Joaquim dos Santos (Mestre Juvêncio)
Antides Rodrigues de Lima (Antides da Rabeca)
José Tenório dos Santos (Mestre José Tenório)


Bahia
Enevaldo Anselmo da Cruz (Landinho Pé de Bode)
Maurílio Carneiro de Souza (Morilo da Gangorra)
Maria Arlinda dos Santos (Dona Lindú)
Antônio Cardoso (Dinê ou Dinei)
José Adario dos Santos (Zé Diabo)


Ceará
Benedita Marciano de Sousa Ubatuba (Dona Benedita)
Francisco Paes de Castro (Chico Paes)

Maria do Socorro Fernandes Castro (Socorro)

Maranhão
José Tomás dos Santos (Zequinha de Militão)
Marlene Silva (Malá ou Colega)
Maria Joana Vera Lopes (Dona Maria Joana da Barra)
Elza Sousa Mendes

Paraíba
Juventino Guilhermino Soares (Seu Jove)
Cecília Maria da Conceição
Iracema Maria da Conceição (Cema)


Pernambuco
José Severino dos Santos (Mestre Zé Di Vina)
Zenaide Berreza Oliveira (Zenaide)
Mario Hermene Vildo Marques (Mario do Bandolim)
João Soares da Silva (Biu Roque)


Piauí
Domingos Viana da Silva (Domingos Grande)
Antônio Pereira da Silva (Citonho)


Rio Grande do Norte
José Marciano Gomes (Seu Marciano)

Sergipe
Maria Dias Ferreira (Dona Lila)
Saturnino Prudente dos Santos (Satu)
Alzira Alves Santos (Dona Alzira)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Vamos cineclubar em 2010

O Cineclube Cascavel, em Goiânia, retoma as atividades na próxima terça-feira!

Terça-Feira 09 de fevereiro de 2010, 19h30
Centro Cultural Cara Vídeo, rua 83, n. 361, St. Sul, Goiânia

1 O que é cineclube? | Pão Com Ovo Filmes, Doc., Brasil, 12 min. Por meio de depoimentos de diversos cineclubistas, o documentário busca conceituar a atividade, toda sua gama de relações com a sociedade.

2 Edadrebil | Rafael Abdala e Aishá Terumi, Fic., GO, 7 min
Vídeo arte que brinca com conceitos estético e temporais, questionando os propósitos da liberdade e suas formas de conquista.
Prêmios na categoria Universitária de Melhor Vídeo e prêmios Sindcine de Melhor Direção, Melhor Fotografia (Márcio Shimanobuco) e Melhor Vídeo Universitário durante o V Festcine Goiânia. Prêmio Sindcine de Melhor Montagem (Thiago Lemos) no V Festival de Atibaia.

3 Marimbondo Amarelo | Amarildo Pessoa, Fic., GO, 20 min
Uma andarilha conta a história do fim da dança do marimbondo e o canto das almas no extinto povoado de Baunilha. Prêmio Troféu Sapuari de Melhor Vídeo Digital e Melhor Atriz (Luciana Caetano) e Prêmio Sindcine de Melhor Som (Victor Pimenta) no V Festival de Atibaia.
Prêmio de Melhor Curta Goiano no V Festcine Goiânia.

Debate com os realizadores
Show com a banda Cine Capri
Bar

Realização ABD-GO

Parceria CARAVÍDEO

Apoio ABD Nacional, Conselho Nacional de Cineclubes, Sebrae-GO, Cine Mais Cultura, Secretaria do Audiovisual/MinC
Contato cinecascavel@gmail.com / 62 84532568

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

UNE de volta para casa - 3 anos

01 de fevereiro de 2010 completa 3 anos da ocupação dos estudantes no terreno pertencente à UNE - União Nacional dos Estudantes, na Praia do Flamengo.



UNE de volta para casa

Há 46 anos, em 1964, o movimento estudantil sofreu um duro golpe: o recém instituído regime militar metralhou, invadiu e incendiou a sede da UNE e da UBES, na Praia do Flamengo, 132, no Rio de Janeiro. O endereço era um marco do combate da juventude brasileira à onda nazista. Uma casa que havia sido sede do Cube Germânia, centro de reunião de ativistas simpatizantes do nazismo, mais tarde, doado aos estudantes pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1980, a ditadura já enfraquecida faz questão de demolir o prédio das entidades, não bastassem as perseguições, torturas e assassinatos dos estudantes durante esse lamentável período da história do País.

Passados 43 anos, a 5ª Bienal de Cultura da UNE, ocorrida no Rio de Janeiro, com o tema "Brasil - África - Um rio chamado Atlântico", comemorou os 70 anos da UNE, devolveu à cidade maravilhosa, o vigor e o entusiasmo dos estudantes brasileiros, num evento que reuniu jovens e lideranças do passado e do presente, de todos os cantos Brasil, e se encerrou com um grande ato, que comoveu a população e as autoridades do Rio de Janeiro, e se transformou num marco da história recente do movimento estudantil e do País.

A tenda Lado C, da Bienal, reuniu em um ato político, diversas lideranças que fizeram parte da história da UNE, homenageou seus ex-presidentes, como o Ministro do Esporte Orlando Silva e o fundador da UNE, Irum Santana. "Quando se fala em UNE de volta para casa, isso me toca pessoalmente por um motivo: quando eu era militante, eu morava na sede, disse João Pessoa de Albuquerque, presidente da entidade, em 1953.

A ocupação

Reunindo milhares de estudantes de todos os estados do país, a culturata da UNE, tradicional manifestação político-cultural, que encerrou a 5ª Bienal da UNE, levou para as ruas do Rio de Janeiro, a memória, o protesto e a reconquista do endereço tirado à força pelo regime de terror, em 1964.

A concentração aconteceu nos Arcos da Lapa, onde bandeiras foram distribuídas e uma grande faixa dependurada. Embalados pela banda afro-carioca Orum Milá, cerca de 10 mil estudantes percorreram as ruas da cidade, relembrando canções da época da resistência ao golpe. Esse vigoroso protesto de 01 fevereiro de 2007, iniciou também, a jornada do CUCA da UNE, na luta pelo investimento de 2% do PIB na cultura e deu início à jornada pela democratização dos meios de comunicação.

Seguindo o percurso rumo à Praia do Flamengo, 132, os estudantes entoavam palavras de ordem e canções que rememoravam a época de resistência à perseguição sofrida pela UNE. No memorial Getúlio Vargas, um dos marcos do museu da República, o ponto de cultura Tá na Rua, grupo teatral do Rio, encenou momentos que marcaram o período, como a morte de Edson Luís, estudante secundarista morto, em 1968.

A chegada da multidão no endereço histórico, foi repleta de calor, tanto dos que participavam, quanto dos que assistiam de longe ou do alto dos prédios ao redor. Moradores tradicionais e antigos vizinhos da região do Flamengo se misturavam aos milhares de estudantes e celebravam a chagada da vizinha UNE, que deixara mais de quatro décadas de saudade.

A partir de então, muitos personagens voltaram a fazer parte daquele endereço. Hoje, a Praia do Flamengo, 132, abriga o espaço do CUCA do Rio de Janeiro e aguarda o início das obras de reconstrução da sede da UNE. Ela abrigará um centro cultural e será novamente um patrimônio de todos os brasileiros.